Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção, foram vendidas 110.722 unidades residenciais no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 4,1% na comparação anual. O Minha Casa, Minha Vida respondeu por 49% das vendas do período, com 54.510 unidades comercializadas.
O dado confirma que existe demanda por moradia, especialmente no segmento econômico. Para o comprador, isso significa que imóveis bem localizados e com condições compatíveis com a renda continuam disputados.
O Índice FipeZAP de Venda Residencial acumulou alta de 5,59% nos 12 meses encerrados em junho de 2026. No mesmo comparativo, a variação ficou acima da inflação ao consumidor utilizada pelo relatório, de 4,90%.
Isso não significa que todo imóvel valoriza na mesma proporção. Bairro, conservação, documentação, oferta local e infraestrutura continuam determinantes. Mesmo assim, o índice mostra que adiar uma compra apenas esperando uma queda generalizada dos preços pode não funcionar.
No primeiro semestre, os preços de novos aluguéis residenciais avançaram 5,24%. Em 12 meses, a alta chegou a 9,00%, de acordo com o FipeZAP. A rentabilidade média bruta do aluguel residencial foi estimada em 6,13% ao ano.
Para o inquilino, o cenário reforça a importância de comparar o custo do aluguel com uma possível parcela de financiamento. Para o investidor, mostra demanda aquecida, mas o retorno precisa ser calculado depois de vacância, manutenção, impostos e administração.
O Banco Central reduziu a taxa Selic para 14,25% ao ano em junho de 2026. A queda pode ajudar o crédito imobiliário ao longo do tempo, porém o efeito nas taxas oferecidas pelos bancos não é imediato nem igual para todos os clientes.
Antes de assinar, compare o Custo Efetivo Total, o valor da entrada, o sistema de amortização, os seguros e o impacto das parcelas no orçamento.
Compradores devem priorizar planejamento e comparar diferentes condições de crédito.
Vendedores precisam definir um preço coerente com imóveis realmente comparáveis.
Investidores devem avaliar rentabilidade líquida, e não apenas o valor anunciado do aluguel.
Quem pretende comprar para morar deve considerar prazo, estabilidade de renda e adequação do imóvel à família.
O mercado imobiliário em 2026 continua ativo, com crescimento das vendas e valorização de preços e aluguéis. A melhor decisão não depende apenas do cenário nacional: depende do imóvel, da cidade, da forma de pagamento e do objetivo de cada pessoa.
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Na média das cidades acompanhadas pelo FipeZAP, sim. O índice de venda residencial acumulou alta de 5,59% em 12 meses até junho, mas o comportamento varia entre cidades, bairros e tipos de imóvel.
Depende. Uma taxa menor pode melhorar o financiamento, mas o preço do imóvel também pode subir. O ideal é simular cenários e decidir com base na capacidade de pagamento, não em previsões isoladas.
Pode ser, desde que o retorno líquido compense os custos, os riscos e a menor liquidez. O aluguel bruto sozinho não é suficiente para avaliar o investimento.